Operadoras buscam regras flexíveis para neutralidade da rede no Brasil

A decisão da agência reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) de acabar com o princípio da neutralidade da rede pode ter reflexos no Brasil a curto prazo. O Sinditelebrasil, entidade que representa as operadoras do País, defendeu a flexibilização da neutralidade da rede.

Hoje, ela é garantida pelo Marco Civil da Internet, lei aprovada em 2014 durante a gestão de Dilma Rousseff. “Do ponto de vista técnico, não deveria haver uma regra para interferir na gestão do tráfego”, disse o Sinditelebrasil, em nota.

Para Eduardo Magrani, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio), as operadoras vão reforçar o lobby, buscando modelos de negócios sem a interferência da neutralidade da rede.