Mortes por câncer causado por amianto devem crescer e atingir pico após 2021

Menos de uma semana após o STF (Supremo Tribunal Federal) proibir definitivamente o uso do amianto crisotila no Brasil, a Eternit, maior fabricante de telhas que usam a fibra mineral em sua composição, anunciou ao mercado que paralisou as atividades de duas de suas unidades, entre elas a Sama, terceira maior mineradora de amianto (também conhecido como asbesto) do mundo, localizada em Minaçu (GO).

A empresa, no último dia 27, informou também que irá deixar de empregar o crisotila em seus produtos até o fim de 2018. Trata-se dos primeiros efeitos da decisão que equiparou o Brasil a Estados Unidos, União Europeia, Argentina, Chile e Uruguai, entre outras dezenas de países que já baniram os asbestos.

país ainda tem milhões de casas com amianto em suas caixas d’água e telhados, mas não tem aterros industriais públicos preparados para receber este material e evitar que o material cancerígeno continue a fazer vítimas.

 

Os mortos apenas pelo câncer mais grave causado pelo amianto somam mais de 3,7 mil entre 1980 e 2010, segundo levantamento do pesquisador Francisco Pedra, da Fiocruz, que considera que há subnotificação dos casos. As reações malignas no organismo levam tempo, e o número deve crescer e chegar a seu pico apenas a partir de 2021.