‘Só o povo brasileiro tem direito de tirar o meu foro’, diz Lula

A entrevista coletiva do ex-presidente Lula, nesta quinta-feira (13), na sede do PT, em São Paulo, teve início por volta do meio-dia. Antes de Lula, a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, falou sobre o apoio incondicional dado ao ex-presidente, tanto pelos partidários quanto pelos movimentos sociais.

Lula começou a sua fala dizendo que “o estado de direito democrático está sendo jogado na lata do lixo”. Depois, lembrou de um artigo, escrito em 2016, sobre as acusações que pesavam contra ele, para justificar a condenação.

“Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.”

O ex-presidente voltou a dizer que o queda do PT foi um golpe. “Se Lula conseguisse ser candidato, o golpe não fecharia. De que adiantaria tirar a Dilma se o Lula tivesse condições de ser candidato e de ser eleito em 2018? Esta sentença de ontem tem um componente político muito forte, e eu nem entrarei nos componentes jurídicos”, disse.